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Quando o médico alemão Franz A. Mesmer (1734 – 1815) levou para a França sua descoberta sobre a cura pelo magnetismo animal foi recebido com ceticismo pelos cientistas, mas com grande entusiasmo pelos pacientes desenganados pela medicina. Em seu consultório, as curas ocorriam às centenas. E a ciência de Mesmer tinha muito mais coisa a revelar. Seu método provocava, em algumas pessoas, um sono mais profundo que o normal, no qual o indivíduo podia observar fatos ocorridos em outros locais, ler livros fechados, enxergar a energia vital e seus efeitos.
A teoria de Mesmer propunha a existência de uma origem única e comum para toda a matéria, a energia e os fluidos mais etéreos, como o próprio magnetismo animal (energia ou fluido vital), tocando, assim, em todas as áreas do conhecimento. Em sua época, ele sofreu total rejeição das Academias de Ciência, por desafiar os paradigmas materialistas e por interferir nos interesses econômicos e políticos – sua proposta revolucionária para a cura de doenças não demandava nenhum custo e as academias e instituições eram subordinadas ao rei Luis XVI.
No século seguinte, porém, um grande número de pesquisadores de toda a Europa dedicou-se a retomar e ampliar as pesquisas de Mesmer, como os irmãos Puységur, LaFontaine, Deleuze, Charpingnon, Ricard, Barão du Potet, Allan Kardec, e muitos outros. O magnetismo animal abriu caminho nos campos científico, filosófico e social para o surgimento do Espiritismo, como explicou o Codificador na Revista Espírita de fevereiro de 1858.
fonte: Revista Universo Espírita ed.46
Sim. Fluido vital, termo usado nos livros de Allan Kardec, é exatamente o magnetismo animal, criado pelo médico Franz Anton Mesmer no século 18. Quando se segura dois ímãs, aproximando-os pelos pólos iguais, eles se repelem, dando a impressão de duas superfícies invisíveis se tocando. Mesmer fez uso dessa experiência simples e muito conhecida na época para, por analogia, explicar que os seres estão interligados por seus pensamentos, por um meio invisível natural, uma força imperceptível pelos sentidos comuns. A esse meio Mesmer deu o nome de magnetismo animal, pois relaciona-se à vida orgânica.
Algumas décadas depois, estudando esse fenômeno, o criador da homeopatia, Samuel Hahnemann (1755-1843), fez uso do termo energia vital. Aliás, Hehnemann estudou o magnetismo, que qualificou como "esse maravilhoso e inestimável presente com que Deus agraciou o homem", e incorporou essa terapia à prática homeopática. Rivail (que depois adotaria o pseudônimo Allan Kardec), por sua vez, era magnetizador, e estudou essa ciência por 35 anos antes de iniciar a pesquisa espírita.
O fluido vital é a energia intermediária entre o corpo físico e o perispírito (corpo espiritual). Todos os fenômenos que envolvem energia no organismo são conhecidos e explicados pelos processos físico-químicos. Então, qual a função da energia vital? Essa energia tem como função manter o perispírito ligado a cada uma das 100 trilhões de células do corpo humano adulto. Essa ligação une o corpo biológico à alma, sede da vontade e razão.
Quando a medicina conhecer toda essa complexidade da fisiologia humana terá em suas mãos recursos formidáveis para a recuperação da saúde, por um tratamento natural, ao alcance de todos.
(Redação)
fonte: Revista Universo Espírita, ed.40
É com muito carinho que quero agradecer aos responsáveis pela revista "Universo Espírita" que autorizaram a postagem de matérias (ou parte delas) nesse blog.
Para todos aqueles que são espíritas ou simplesmente simpatizam com nossa doutrina, essa sem dúvida, é uma revista muito clara e objetiva sobre vários temas abordados pelo mundo espiritual.
Vale a pena!! Uma leitura esclarecedora e muito edificante.