Aprender para Evoluir

"A maior caridade que praticamos, em relação à Doutrina Espírita, é a sua própria divulgação." Emmanuel

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"A maior caridade que praticamos, em relação à Doutrina Espírita, é a sua própria divulgação." Emmanuel
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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007

29.08.07

O ESPIRITISMO


5. O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra, não mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado. O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil.
6. A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera.
7. Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.” Nada ensina contrário ao que ensinou o Cristo; mas, desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra.
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  • Postado em 06:52:40

O CRISTO


3. Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso, é que se nos depara, nessa lei, o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substância, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, e acrescentando: aí estão à lei toda e os profetas.
Por estas palavras: “O céu e a Terra não assarão sem que tudo esteja cumprido até o último jota”, quis dizer Jesus ser necessário que a lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações e conseqüências.
Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens, ou, sequer, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens, todos, sem distinção nenhuma, são objetos da mesma solicitude.

4. Mas, o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos. Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas idéias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, idéias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais idéias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.
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  • Postado em 06:49:07

27.08.07

Capítulo I

Capítulo I - Não vim destruir a lei

As três revelações: Moisés, Cristo, O Espiritismo - Aliança da ciência com a religião - instruções dos espíritos:  A Nova Era

 

1. Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, até que não se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto (Mateus, V:17-18)

Moisés

2. Há duas partes distintas na lei mosaica: a lei de Deus, promulgada sobre o Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida por Moisés. Uma é invariável; a outra é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo.

A lei de Deus está formulada nos dez mandamentos seguintes:

I - Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás deuses estrangeiros diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima do céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa que haja nas águas debaixo da terra. Não adorarás nem lhes darás culto.

II - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.

III - Lembra-te de santificar o dia de sábado.

IV - Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar.

V - Não matarás.

VI - Não cometerás adultério.

VII - Não furtarás.

VIII - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

IX - Não desejarás a mulher do próximo.

X - Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem outra coisa alguma que lhe pertença.

 

Esta lei é de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, um caráter divino. Todas as demais são leis estabelecidas por Moisés, obrigado a manter pelo temor um povo naturalmente turbulento e insdisciplinado, no qual tinha de combater alguns abusos arraigados e preconceitos adquiridos durante a servidão no Egito. Para dar autoridade às suas leis, ele teve de lhes atribuir uma origem divina, como o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem devia apoiar-se sobre a autoridade de Deus. Mas só a idéia de um Deus terrível podia impressionar homens ignorantes, em que o senso moral e o sentimento de uma estranha justiça estavam ainda pouco desenvolvidos. É evidente que aquele que havia estabelecido em seus mandamentos: "não matarás" e "não farás mal ao teu próximo", não poderia contradizer-se, ao fazer do extermínio um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, tinham, portanto, um caráter essencialmente transitório.

 

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  • Postado em 15:05:09

Estudando o Evangelho

Nesta nova categoria, a partir de hoje, colocarei os textos do Evangelho Segundo o Espiritismo.

 

Vamos ler e refletir sobre os ensinamentos do mestre.

 

Beijos

Luciana

  • criado por  luciana criado por luciana
  • Postado em 14:50:07

16.08.07

CEITIL POR CEITIL

Valéria


Na reunião de 25 de agosto de 1955, foi Valéria, abnegada amiga espiritual, que nos visitou, através do médium, contando-nos algo de sua romagem última pelos caminhos da Terra.
Em traços simples, mas profundamente humanos e expressivos, plasmou o formoso estudo da lei de causa e efeito que passamos a apresentar.

Amigos.

Trazida ao recinto por nossos Instrutores, ofereço-vos alguma coisa de minha história obscura.
É um episódio de dor, porque nascido da culpa, mas também de alegria, por erguer-se à redenção.
Observo que a verdade aqui se exprime veloz, por intermédio de vossa boca; no entanto, para comigo, externou-se ela, devagarzinho, pelas amargas lições da lepra.
Não obstante o anonimato de meu berço e a singeleza de minha existência, em minha última romagem na Terra guardava todos os títulos da mulher venturosa.
No entanto, quando mais me orgulhava do lar feliz, coroado pele presença de um esposo e quatro filhos, cujo amor supunha invulnerável, eis que a Justiça divina delegou à morféia o poder de expurgar-me o coração.
Nunca me esquecerei do pavor que vi desenhar-se no semblante daqueles que eu mais amava, quando regressei da cidade ao campo, com o diagnóstico terrível.
O desprezo de que me vi objeto doía muito mais que a própria enfermidade.
Meu companheiro e meus filhos, amedrontados, desfizeram-se do sítio florescente em que minhas mãos lhes afagavam a vida, e fugiram de mim, legando-me apenas desguarnecida palhoça, no seio da mata, onde me caberia morrer.
Narrar-vos o que foi meu drama expiatório, por mais de dez anos consecutivos, é tarefa impraticável, em meus recursos de expressão.
Conheci, de perto, o infortúnio e a necessidade.
O pão esmolado tinha gosto de fel.
O escárnio do próximo, jogado francamente ao meu rosto, era assim como um relho em brasas, revolvendo-me as chagas vivas.
Por agasalho, possuía o musgo com que me socorria a mãe Natureza e por únicas companhias, no mato agreste, além dos lobos que uivavam a pequena distância, encontrava somente a formiga e a varejeira, com o alívio das lágrimas e o reconforto da oração.
O corpo apodreceu, pouco a pouco, guerreando-me o egoísmo e estraçalhando-me a vaidade.
E quando meus pés, por excesso de feridas, se recusaram ao movimento, confiei-me à inanição.
Suspirar pela morte no leito de palha era meu único sonho, entre a sede e a fome, a aflição e o delírio.
Sofri pavorosamente, até que numa noite de estio, dessas em que o orvalho do céu não consegue acalmar a secura escaldante da terra, perguntei a Deus, em pranto muda, pela razão dos estranhos padecimentos a que o destino me precipitara, indefesa...
Foi, então, que a febre descerrou inesperados painéis ao meu olhar.
Não podia saber se o presente retornava ao passado ou se o passado me atingia o presente.
Vi-me, engrinaldada de fortuna e beleza, numa cidade espanhola de época recuada.
Nela, possuía um irmão consangüíneo para quem roguei ao Santo Ofício, com falsos testemunhos, a pena de prisão incomunicável, temendo-lhe a palavra, já que tivera a desventura de conhecer-me os crimes inconfessáveis.
Arranquei-o à esposa e aos filhinhos, impus-lhe a solidão e o desespero no calabouço, em que se demorou, por mito tempo, até que requisitei para ele o suplício do fogo, que lhe foi aplicado, por fim, na cela onde agonizava...
Via-lhe ainda as vísceras fumegantes e escutava-lhe os gritos aterradores, quando me senti de volta à carne torturada.
De novo, o silêncio, a angústia e a monotonia...
Experimentara um pesadelo ou havia conhecido a verdade? A Providência Divina teria dado resposta às minhas súplicas?
Formulava semelhante indagação a mim mesma, quando assinalei os passos de dois homens que se aproximavam...
Mantinham conversação clara e ativa. Ouvia-lhes o diálogo, incapaz de qualquer reação.
- Tem visto você a megera leprosa? – indagou um deles.
- Creio terá morrido, pelo cheiro de peste reinante no ar – respondeu o outro.
- Não será conveniente uma verificação?
- Não me animo a enfrentar essa bruxa, que, a estas horas, não passará de um cadáver.
- Então – rematou o mais afoito -, ajudemo-la para que os corvos não lhe espalhem no campo os restos envenenados...
Anotei o ruído de um fósforo a inflamar-se ao compasso de risos estridentes.
As chamas crepitaram rápidas.
Inutilmente procurei clamar por socorro. A garganta jazia semimorta e a boca cerrada não conseguia nem mesmo balbuciar uma prece.
As labaredas pareciam serpentes rubras a me enlaçarem para a morte.
Como descrever-vos a flagelação do momento final?
Sei apenas que, por minutos, que se desdobraram para mim como séculos, vi-me na posição de tocha viva a estertorar-se...
Mas, reduzido o meu corpo a cinzas, ergui-me do pó, vestida em roupa leve e alva.
A gritar de júbilo, vi que meu rosto se reconstituíra que minhas mãos estavam limpas, que meus cabelos estavam intactos... E, através das chamas que me libertavam, amigos de olhar brando me estendiam braços amorosos, em ósculos de luz.
Ajoelhei-me, feliz, e em lágrimas de ventura agradeci a Deus as úlceras salvadoras e a fogueira da redenção! ...
Ah! Meus amigos, a evolução do Direito concede-vos hoje sacerdotes e juízes respeitáveis na galeria dos povos mais cultos da Terra. A Inquisição é um fantasma no tempo e o mundo começa a acalentar, com segurança, preciosos institutos de benemerência e solidariedade humana, contudo, abstende-vos do crime, porque a culpa é assim como a jaula a encarcerar-nos a consciência, da qual somente nos libertamos pela Bondade Inexaurível do Pai Celestial que, desse ou daquele modo, nos concede o ensejo de saldar nossos débitos, ceitil por ceitil.


Do livro Vozes do Grande Além. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

  • criado por  luciana criado por luciana
  • Postado em 16:51:00